domingo, 16 de janeiro de 2011

MAR MORTO


I

Mar Morto
Tez abusivamente
Salobra
Sem vida
Mar Morto
Infeliz antítese
Mar símbolo de beleza
Nunca Morto
Porém Rei posto, Rei morto
Muito sal na dieta do rei
Como pôdes? Como pódes?
Quem te fez assim?
Tua natureza?
Ou Deus e a sua ira insana?

II

Também conheço o Mar Morto
É aquela menina de olhos de jabuticaba
Infeliz antítese
Tão linda e tão triste
Colhi na ponta dos lábios
Uma gota daquele pranto
Puro sal
Tristeza
Tempero natural da sedução feminina
Mar vivo de múltiplos peixes coloridos
Mas tu... Mar Morto
Só sal
Exala morte tua tristeza


Juliano Vieira

Mar Morto, do livreto "Poesias Esparsas"

Nenhum comentário: