
Se possível fosse, gostaria...
No dia em que me for desta vida
O tempo ruim de minha ausência
Prenunciará tempestade em teus olhos?
Teus olhos, fiéis espelhos retrovisores
Testemunhos daquilo que representamos um ao outro
o que fariam?
Simplesmente se fechariam
Baixando lentamente as pálpebras
Recorrendo covardemente ao pano negro da escuridão
Cerne de todos os covardes
Incompetentes no amar?
Déborah,
Se pudesses separar tuas lágrimas
Gota a gota
Se pudesses discerní-las
De qual dor cada uma delas brotou
Quantas gotas a mim destinaria?
Ou eu sou apenas aquela
Já vertida há muito
Que você não hesitou em enxugar
Com o punho gasto da camisa?
No dia em que me for desta vida
O tempo ruim de minha ausência
Prenunciará tempestade em teus olhos?
Teus olhos, fiéis espelhos retrovisores
Testemunhos daquilo que representamos um ao outro
o que fariam?
Simplesmente se fechariam
Baixando lentamente as pálpebras
Recorrendo covardemente ao pano negro da escuridão
Cerne de todos os covardes
Incompetentes no amar?
Déborah,
Se pudesses separar tuas lágrimas
Gota a gota
Se pudesses discerní-las
De qual dor cada uma delas brotou
Quantas gotas a mim destinaria?
Ou eu sou apenas aquela
Já vertida há muito
Que você não hesitou em enxugar
Com o punho gasto da camisa?
Juliano Vieira
Uma gota de lágrima, do livreto "Poesias Esparsas"






